Artigo A Cura Para a Sequidão da Alma

A Cura Para a Sequidão da Alma

17/07/2017 às 08h35, por Ricardo Macieira

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"E Ele(Deus) lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza às suas almas." (Salmos 106: 15)

Esta é uma declaração muito impressionante à respeito do modo como Deus trata aqueles que o desprezam e fazem pouco caso da Sua Presença, preferindo antes a autossatisfação. O contexto do verso se refere à punição que Deus deflagrou sobre o Seu povo quando este, pecou pela cobiça no deserto. O texto diz que Deus lhes concedeu seus desejos mas lhes deu MAGREZA de alma. Em outra tradução é dito que: "...lhes fez 'DEFINHAR' a alma".

Muito embora algumas versões e comentários apontem para a ideia de que a expressão se restringiria apenas a doenças físicas causadas pela desobediência, queremos concordar com a interpretação de que esse 'DEFINHAR' se refere principalmente a mazelas existenciais da alma, provavelmente provocadas por alguma restrição da Graça divina e que trouxe consequências sobre a consciência e o ânimo daquelas pessoas.

A razão pela qual muitos crentes são tão vazios e parecem não ter nenhum interesse e regozijo quanto à Obra de Salvação que Deus realizou em Cristo, à prática da piedade cristã e à simplicidade da vida cristã, pode ser por causa dessa disciplina de MAGREZA de alma. Essa pode ser a razão direta de vários tipos de mazelas espirituais e que de fato são resultado dessa disciplina divina sobre o coração que professa uma Fé autêntica mas que no íntimo a nega com suas atitudes egocêntricas e hedonistas.

Quando deixamos de focar naquele que é o Sentido da vida e a Fonte de toda bênção espiritual que satisfaz a alma humana e passamos a fixar a mente naquilo que é temporal e ilusório, buscando contentamento em desejos e paixões de cobiça, nesse exato momento, de certa forma, é como se obstruíssemos o cordão umbilical que mantém o constante fluxo de vida espiritual fluindo em nós e através de nós e assim deixamos de ser revigorados pela doce Comunhão da Presença de Deus em nossas vidas e padecemos desse tipo de depressão espiritual.

Não seria esse o motivo da magreza de alma de tantos que levam o nome do Senhor nos lábios, mas que se encontram em grande sequidão e estio existenciais? Não têm prazer nas coisas de Deus e vivem sempre a buscar a satisfação de sua sede existencial em cisternas rotas nos mananciais poluídos que o mundo oferece. Essa é a razão da falta de regozijo no íntimo e da ausência da Paz do Senhor que consola e satisfaz a consciência unicamente em Deus e em Sua Presença.

Assim a cobiça é inimiga da alma e o desejo desenfreado afasta o nosso coração de Deus, podendo até conduzir a mente às trevas do desespero. Que Deus conceda Graça e abra os olhos dos cegos, para que vejam e usufruam da real Fonte de Vida que há em Cristo e descubram pelo senso da Fé que o prazer de estar na Presença do Eterno traz um contentamento superior e que não pode ser comparado a nada que esse mundo possa oferecer, pois só o Senhor é capaz de preencher e satisfazer a alma humana de modo pleno e permanente.

"Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma"(1 Pedro, 2:11)
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